" TODOS OS QUE VIVEM PELO ESPÍRITO TAMBÉM ANDAM NO ESPÍRITO " Parte 12
04/05/2012 11:06
ENTRE O ESPÍRITO E A CARNE - Parte 12
Contudo, apesar da prática homossexual ser considerada normal em Roma, o homossexualismo passivo desonrava os romanos, que eram educados para serem ativos, serem senhores. A posição passiva era reservada para os escravos e para as mulheres, para os quais, aliás, era um dever. A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual.
Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.
A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí os adjetivos lésbica ou mulheres sáficas).
As palavras sodomitas e efeminados usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornouse sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem); e
efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).
Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.
Depois de afirmar que os romanos haviam trocado a verdade de Deus pela mentira, ele declarou em Romanos 1.26 e 27:
“porque até as suas mulheres trocaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com
homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.”
John Ankerberg e John Weldon analisam essa afirmação de Paulo ressaltando que, ao contrário da interpretação de alguns simpatizantes da causa homossexual, esses dois versículos são revelações claras de que o apóstolo referia-se à homossexualidade:
“Paulo está simplesmente condenando a homossexualidade em si.
As definições dos dicionários para as palavras que Paulo usa - pathe aschemosune etc - claramente se referem à atividade sexual. (...) As descrições feitas pelo apóstolo Paulo são também dignas de nota. O livro de Romanos fala de homossexuais queimando-se em lascívia uns pelos outros. No inglês, a New American Standar Version diz:
‘queimados em seus desejos’; a NVI traduz: ‘estavam inflamados em lascívia’, e a Amplified diz: ‘estavam em chamas (queimados, consumidos) pela lascívia.’”
A outra menção à homossexualidade - considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que homossexualismo é uma pecado como qualquer outro mas, principalmente, que homossexuais podem mudar - é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. Essa cidade pertencia à Grécia antiga onde, à semelhança de Roma, o homossexualismo era celebrado e também praticado por filósofos e poetas. Na adolescência, os rapazes gregos deixavam a casa de seus pais e se tornavam amantes de homens adultos. Corria que essas práticas sexuais faziam parte de um relacionamento afetivo e educacional em que os jovens eram ensinados a trilhar os caminhos da virilidade.
O apóstolo Paulo, porém, mesmo conhecendo muito bem a cultura da Grécia, faz uma leitura diferente do pensamento corrente na época, em 1 Coríntios 6.9 a 11:
“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Comentando essa passagem bíblica, Bob Davies e Lori Rentzel (conselheiros de um ministério de ajuda a quem está deixando o homossexualismo nos EUA) reconhecem o mesmo teor de proibição das práticas homossexuais de muitos teólogos. Eles, porém, têm uma informação relevante àqueles que acham que a Bíblia só condena os homossexuais:
“há evidências bíblicas explícitas de que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse comportamento. (...) Paulo conhecia antigos homossexuais na igreja de Corinto! Portanto, a mensagem de que o homossexualismo pode ser mudado não é nova; os
homossexuais têm experimentado transformações desde que a Bíblia foi escrita.”
Aberração
"Até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outros contrário à natureza; semelhantemente os homens também deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com
homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição de seu erro."(Paulo aos Romanos 1:26-27, no início do primeiro século).
Por onde se introduz a comida para dentro do corpo: é pelo nariz ou pela boca? Por onde se introduzem as imagens para dentro do corpo: é pela boca ou é pelos olhos? Por onde se introduz o perfume para dentro do corpo: é pelo ouvido ou pelo nariz? Por onde se introduz o esperma para que se realize o ato de amor e se perpetue a espécie humana: é pela boca (sexo oral)? É pelo ânus (sexo anal)? É pela vagina (sexo natural)?
São perguntas muito simples, com uma só resposta. Mas a respeito desta última, tem se feito um enorme e desnecessário cavalo de batalha, comprometendo a reputação de psicólogos, sociólogos, antropólogos, médicos e de alguns poucos religiosos.
O homossexualismo não é um caso isolado. Muito menos uma questão recente. Antes da legislação mosaica sobre o assunto – "com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação" ( Lv 18:22) - , já se verificara uma estrondosa explosão coletiva de contatos sexuais anormais em Sodoma e Gomorra (Gn19). Apesar de ser um problema moral basicamente simples, ele se tornou de fato muito complexo nos dias atuais. A complicação deriva do afastamento do conceito bíblico sobre o assunto e da tentativa de explicar e justificar o fenômeno de acordo com a fraqueza humana.
Apesar de tudo, a palavra do apóstolo Paulo ainda é atual e até cientifica.
O homossexualismo é o abandono do modo natural por outro contrário à natureza.
Não é à toa que o médico Carlos Alberto Morais de Sá, professor titular da UniRio, lembra que "Biologicamente a mulher foi preparada para receber o esperma. O homem não". E, porque há homens recebendo o esperma o mundo inteiro está sob a ameaça de uma epidemia de AIDS – "e isso numa época em que se imaginava não haver mais epidemia ou pelo menos poder controlá-las" (A Peste e a Culpa em Veja 14/08/85, pág 68). Mas o problema não é só este: há ainda contatos sexuais contrários à natureza numa relação heterossexual e até dentro do casamento. O sexo anal explica o médico britânico John Seale, "implica rompimento dos vasos microscópicos por onde se imiscui o vírus". Os médicos concordam que "o relacionamento heterossexual tradicional é potencialmente menos perigoso porque a mucosa vaginal é mais resistente à fricção e possui uma camada de células naturalmente protegida contra agressão de vírus".
O problema do homossexualismo deixou de ser assunto só de religião.
Os médicos como que pedem desculpas por entrar nesta área, alegando sempre, como o americano Walter Dowdle, que "não se trata de moralismo, pois a questão é biológica". É por isso que o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio de Araújo Sales, explica também a epidemia da AIDS como o revide da natureza violentada, "Dado o voluntário esquecimento da verdade ou insubordinação às orientações da Fé e mesmo da sã razão".
A situação é tal que o médico paulista Ricardo Veronesi afirmou: "o direito do homossexual, em termos de saúde pública, vai até o ponto de não interferir no direito da comunidade".

